domingo, 24 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
Participei ontem pela manhã, do curso "Poesia e Política", por Ricardo Domeneck (SP), como parte integrante do I Festival Internacional de Poesia do Recife. Demorei a localizar o Espaço Pasárgada, atravessei a rua duas vezes. Na minha memória, ficava no primeiro lado da rua, transversal `da Conde da Boa Vista. Não era. Com essa confusão toda atrasei ainda mais.
Ele é elegante, inteligente, prepara seu próprio cigarro, fala outros idiomas, politizado. Edita a Revista Modo de Usar (revistamododeusar.blogspot.com.br). Conduziu a conversa sobre as implicações políticas do trabalho poético, a partir da proposição de Wittgenstein, de que "ética e estética são uma só". Deixou claro que o papel da arte é causar estranhamento. O papel da poesia é trazer as palavras de volta à vida, recarregar as palavras de poeticidade. A palavra é um bem comum, não pertence a você, tem consequência sobre a linguagem e sobre o mundo e precisa ser responsável pelo que escreve. Sua procura, como ele mesmo diz, é por uma poesia lírica, mas uma poesia lírica tensionada, questionadora, quase sem repouso ou espaços apaziguadores para o leitor. “ Eu tomei o partido claro do lirismo, do sujeito, quase que obsessivamente. Nos poemas que venho fazendo agora, tento, na verdade, borrar as fronteiras entre o objetivo e o subjetivo”, comenta.
Fiz um ensaio de escrita sobre o poeta Marcelo Mário de Melo, que estava à minha frente e havia levado o seu livro "Os Colares e as Contas" para divulgar:
Ele levantou um dedo e não foi ouvido
levantou dois dedos e não foi ouvido
levantou três dedos e não foi ouvido
coçou a cabeça
deitou a mão no queixo
esperou
fez movimento com a mão
disse não, não sei
folheou o livro
voltou a levantar a mão
em silêncio
calou
vozes falaram
mas a tensão falou mais alto
levantou dedo, a voz
e bradou a poesia.
Ele é elegante, inteligente, prepara seu próprio cigarro, fala outros idiomas, politizado. Edita a Revista Modo de Usar (revistamododeusar.blogspot.com.br). Conduziu a conversa sobre as implicações políticas do trabalho poético, a partir da proposição de Wittgenstein, de que "ética e estética são uma só". Deixou claro que o papel da arte é causar estranhamento. O papel da poesia é trazer as palavras de volta à vida, recarregar as palavras de poeticidade. A palavra é um bem comum, não pertence a você, tem consequência sobre a linguagem e sobre o mundo e precisa ser responsável pelo que escreve. Sua procura, como ele mesmo diz, é por uma poesia lírica, mas uma poesia lírica tensionada, questionadora, quase sem repouso ou espaços apaziguadores para o leitor. “ Eu tomei o partido claro do lirismo, do sujeito, quase que obsessivamente. Nos poemas que venho fazendo agora, tento, na verdade, borrar as fronteiras entre o objetivo e o subjetivo”, comenta.
Fiz um ensaio de escrita sobre o poeta Marcelo Mário de Melo, que estava à minha frente e havia levado o seu livro "Os Colares e as Contas" para divulgar:
Ele levantou um dedo e não foi ouvido
levantou dois dedos e não foi ouvido
levantou três dedos e não foi ouvido
coçou a cabeça
deitou a mão no queixo
esperou
fez movimento com a mão
disse não, não sei
folheou o livro
voltou a levantar a mão
em silêncio
calou
vozes falaram
mas a tensão falou mais alto
levantou dedo, a voz
e bradou a poesia.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Trans(ins)piração
Biagio Pecorelli passa mal e suspende performanceArtista teve problemas de saúde depois de ficar enclausurado na cúpula da Torre Malakoff, escrevendo poesias com 300 quilos de sal
O poeta Biagio Pecorelli passou mal na noite desta quinta-feira e precisou interromper sua performance no Festival Internacional de Poesia do Recife. Ele teve problemas de saúde provocados pelo excesso de salinidade ao ficar enclausurado na Torre Malakoff para participar da obraTrans(ins)piração. Ele escrevia poemas utilizando os 300 quilos de sal espalhados pelo espaço, na cúpula do observatório astronômico que serve também como espaço cultural. O médico Wilson Freire, designado para acompanhá-lo observou que “o contato prolongado e excessivo com o sal em pó pode ser absorvido pelo organismo, podendo acarretar problemas de saúde no exposto, tais como o aumento da pressão arterial sistêmica e problemas renais”. Biaggio apresentou sinais de fadiga física, mucosas pouco umedecidas, taquicardia e desidratação moderada. Ele foi encaminhado para uma clínica do Recife, para receber os devidos cuidados.
http://www.youtube.com/watch?v=vKAD-rmcCb0&feature=player_embedded#!
O poeta, que planejou permanecer no local das 19h da última quarta-feira até o mesmo horário nesta sexta-feira, pediu à coordenação do evento que escrevesse seu último verso antes de deixar o espaço: “Poema vencido pelo mar”.http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2012/06/08/internas_viver,377826/biaggio-pecorelli-passa-mal-e-suspende
O poeta Biagio Pecorelli passou mal na noite desta quinta-feira e precisou interromper sua performance no Festival Internacional de Poesia do Recife. Ele teve problemas de saúde provocados pelo excesso de salinidade ao ficar enclausurado na Torre Malakoff para participar da obraTrans(ins)piração. Ele escrevia poemas utilizando os 300 quilos de sal espalhados pelo espaço, na cúpula do observatório astronômico que serve também como espaço cultural. O médico Wilson Freire, designado para acompanhá-lo observou que “o contato prolongado e excessivo com o sal em pó pode ser absorvido pelo organismo, podendo acarretar problemas de saúde no exposto, tais como o aumento da pressão arterial sistêmica e problemas renais”. Biaggio apresentou sinais de fadiga física, mucosas pouco umedecidas, taquicardia e desidratação moderada. Ele foi encaminhado para uma clínica do Recife, para receber os devidos cuidados.
http://www.youtube.com/watch?v=vKAD-rmcCb0&feature=player_embedded#!
O poeta, que planejou permanecer no local das 19h da última quarta-feira até o mesmo horário nesta sexta-feira, pediu à coordenação do evento que escrevesse seu último verso antes de deixar o espaço: “Poema vencido pelo mar”.http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2012/06/08/internas_viver,377826/biaggio-pecorelli-passa-mal-e-suspende
domingo, 3 de junho de 2012
I Festival Internacional de Poesia de Recife
Realizado pelo Governo do estado, através da Fundarpe e da Secretaria da Cultura, acontece de 07 a 10 de junho, o I Festival Internacional de Poesia de Recife, com a proposta de estabelecer pontes entre diversas poéticas do mundo através da antena poética da cidade e de seus poetas. Na programação, recitais e rodas de poesia, bate-papos, intervenções e perfomances, minicursos, shows, jam poética. O polo principal é a Torre Malakoff, tendo ainda o Espaço Pasárgada - onde acontecerão os cursos - , os Mercados da Madalena e da Boa Vista, onde será servido o "Arrumadinho de poesia", numa roda de poesia singular e o Alto José do Pinho.
PROGRAMAÇÃO
Torre Malakoff - Praça do Arsenal da Marinha – Recife Antigo
A programação da Torre Malakoff é aberta ao público a partir das 16h30 e não é preciso fazer inscrições.
06/06 - Antiabertura:
TRANS(INS)PIRAÇÃO (performance)
Escrita como processo, gesto. Trabalho, esforço, mas também transe, xamanismo. A convite do I Festival Internacional de Poesia do Recife, o poeta pernambucano Biagio Pecorelli (be.) ficará instalado na cúpula da Torre Malakoff da noite da quarta-feira, dia 6 de junho, até a noite da sexta-feira, dia 8, escrevendo um poema. Na ação, intitulada Trans(ins)piração, Biagio dependerá do público visitante para se alimentar, já que não deixará em nenhum momento o 5º Pavimento da Torre. O público poderá levar ao poeta, além de comida e água, qualquer outra coisa que queira entregar-lhe durante as 48h em que permanecerá enclausurado, cultivando o vertiginoso poema.
Data: das 19h do dia 06/06 às 19h do dia 08/06
Local:5º pavimento da Torre Malakoff, Bairro do Recife
07/06
Abertura
Diálogos
Bruno Piffardini conversa com Ron Whitehead.
Horário: 19h
Roda de poesia
Adélia Coelho, Mauro Lo Coco, Silvana Menezes & César Leal, Miró, Valmir Jordão.
Horário: 20h30
Show de Abertura
Oliveira de Panelas e Luciano Leonel
Horário: 21h30
08/06
Diálogo
Maria Alice Amorim conversa com Guillermo Velázquez e Oliveira de Panelas
Horário: 16h30
Diálogo
Delmo Montenegro conversa com Ernesto de Melo e Castro e Paulo Bruscky.
Horário: 19h
Roda de poesia
Carlos Nejar, Marcus Accioly, Luís Serguilha, Ricardo Domeneck, Samarone Lima, Samuca Santos.
Horário: 20h30
Jam poética
Aurélia Lassaque e João Menelau
Horário: 21h30
09/06
Diálogo
Diogo Guedes conversa com Ricardo Domeneck e Cida Pedrosa
Horário: 16h30
Diálogo
Saulo Neiva conversa com Carlos Nejar e Marcus Accioly
Horário: 19h
Roda de poesia
Chico Pedrosa, Pedro Américo de Farias, Luna Vitrolira, Guillermo Velázquez & María Isabel Flores
Horário: 20h30
Jam poética
Raísa Feitosa e Lula do Pandeiro
Horário: 21h30
10/06
Diálogo
Márcio Oliveira conversa com Aurélia Lassaque e Silvério Pessoa
Horário: 16h30
Jam Poética
Ron Whitehead e Allan Sales
Horário: 18h30
Show de encerramento
Baile dos Seres Imaginários
Horário: 19h
Espaço Pasárgada
Rua da União, 263 – 1º andar – Boa Vista
Os cursos são gratuitos e as inscrições devem ser feitas pelo email literatura.secultpe@gmail.com.
30 vagas por curso.
08/06
Curso
Poesia épica no século XX, com Saulo Neiva.
Horário: das 9h às 12h
09/06
Curso
Poesia e política, com Ricardo Domeneck.
Horário: das 9h às 12h
10/06
Curso
Poesia portuguesa e poesia brasileira: conexões, rupturas e potência estética, com Luís Serguilha
Horário: das 9h às 12h
O I Festival Internacional de Poesia do Recife prevê, além das rodas de conversa, minicursos e recitais, uma série de ações que incluem rodas de poesia, performance e recitação de casa em casa. Confira aqui as ações previstas
ARRUMADINHO DE POESIA
Os mercados públicos sempre foram um terreno fértil para os poetas e trovadores, onde a poesia oral corria na boca e nos ouvidos do povo e os poetas circulavam entre os pregões e o cheiro das feiras. A tradicional ocupação destes espaços por poetas pernambucanos confirma a história, e o I Festival Internacional de Poesia do Recife evidencia essa tradição com o Arrumadinho de poesia, roda de leituras e declamações que acontece em duas edições, nos mercados da Boa Vista e Madalena, em parceria com a Unicordel – União dos Cordelistas de Pernambuco. Aos convidados será servido o famoso arrumadinho de charque, iguaria pernambucana que dá o tom de descontração do encontro.
Mercado da Madalena
Data: 09/06
Horário: 10h às 13h
Local: Mercado da Madalena, Rua Real da Torre, 270.
Mercado da Boa Vista
Data: 10/06
Horário: 10h às 13h
Local:Mercado da Boa Vista, Rua da Santa Cruz s/n.
A GENTE DA PALAVRA
O projeto da Secretaria de Cultura/Fundarpe, que já circulou por várias regiões do estado chega agora ao Recife. Trata-se do A gente da palavra, que consiste em um grupo de poetas que recitam de casa em casa, como “agentes de saúde” que levam a poesia para o cotidiano das pessoas. No I Festival Internacional de Poesia do Recife, o A gente da palavra acontece no bairro do Alto José do Pinho, e fica a cargo do grupo Poesis. Data: 08/06 Horário: 9h às 11h e 15h às 17h Local: Alto José do Pinho
Fonte: festivalinternacionaldepoesia.com
PROGRAMAÇÃO
Torre Malakoff - Praça do Arsenal da Marinha – Recife Antigo
A programação da Torre Malakoff é aberta ao público a partir das 16h30 e não é preciso fazer inscrições.
06/06 - Antiabertura:
TRANS(INS)PIRAÇÃO (performance)
Escrita como processo, gesto. Trabalho, esforço, mas também transe, xamanismo. A convite do I Festival Internacional de Poesia do Recife, o poeta pernambucano Biagio Pecorelli (be.) ficará instalado na cúpula da Torre Malakoff da noite da quarta-feira, dia 6 de junho, até a noite da sexta-feira, dia 8, escrevendo um poema. Na ação, intitulada Trans(ins)piração, Biagio dependerá do público visitante para se alimentar, já que não deixará em nenhum momento o 5º Pavimento da Torre. O público poderá levar ao poeta, além de comida e água, qualquer outra coisa que queira entregar-lhe durante as 48h em que permanecerá enclausurado, cultivando o vertiginoso poema.
Data: das 19h do dia 06/06 às 19h do dia 08/06
Local:5º pavimento da Torre Malakoff, Bairro do Recife
07/06
Abertura
Diálogos
Bruno Piffardini conversa com Ron Whitehead.
Horário: 19h
Roda de poesia
Adélia Coelho, Mauro Lo Coco, Silvana Menezes & César Leal, Miró, Valmir Jordão.
Horário: 20h30
Show de Abertura
Oliveira de Panelas e Luciano Leonel
Horário: 21h30
08/06
Diálogo
Maria Alice Amorim conversa com Guillermo Velázquez e Oliveira de Panelas
Horário: 16h30
Diálogo
Delmo Montenegro conversa com Ernesto de Melo e Castro e Paulo Bruscky.
Horário: 19h
Roda de poesia
Carlos Nejar, Marcus Accioly, Luís Serguilha, Ricardo Domeneck, Samarone Lima, Samuca Santos.
Horário: 20h30
Jam poética
Aurélia Lassaque e João Menelau
Horário: 21h30
09/06
Diálogo
Diogo Guedes conversa com Ricardo Domeneck e Cida Pedrosa
Horário: 16h30
Diálogo
Saulo Neiva conversa com Carlos Nejar e Marcus Accioly
Horário: 19h
Roda de poesia
Chico Pedrosa, Pedro Américo de Farias, Luna Vitrolira, Guillermo Velázquez & María Isabel Flores
Horário: 20h30
Jam poética
Raísa Feitosa e Lula do Pandeiro
Horário: 21h30
10/06
Diálogo
Márcio Oliveira conversa com Aurélia Lassaque e Silvério Pessoa
Horário: 16h30
Jam Poética
Ron Whitehead e Allan Sales
Horário: 18h30
Show de encerramento
Baile dos Seres Imaginários
Horário: 19h
Espaço Pasárgada
Rua da União, 263 – 1º andar – Boa Vista
Os cursos são gratuitos e as inscrições devem ser feitas pelo email literatura.secultpe@gmail.com.
30 vagas por curso.
08/06
Curso
Poesia épica no século XX, com Saulo Neiva.
Horário: das 9h às 12h
09/06
Curso
Poesia e política, com Ricardo Domeneck.
Horário: das 9h às 12h
10/06
Curso
Poesia portuguesa e poesia brasileira: conexões, rupturas e potência estética, com Luís Serguilha
Horário: das 9h às 12h
O I Festival Internacional de Poesia do Recife prevê, além das rodas de conversa, minicursos e recitais, uma série de ações que incluem rodas de poesia, performance e recitação de casa em casa. Confira aqui as ações previstas
ARRUMADINHO DE POESIA
Os mercados públicos sempre foram um terreno fértil para os poetas e trovadores, onde a poesia oral corria na boca e nos ouvidos do povo e os poetas circulavam entre os pregões e o cheiro das feiras. A tradicional ocupação destes espaços por poetas pernambucanos confirma a história, e o I Festival Internacional de Poesia do Recife evidencia essa tradição com o Arrumadinho de poesia, roda de leituras e declamações que acontece em duas edições, nos mercados da Boa Vista e Madalena, em parceria com a Unicordel – União dos Cordelistas de Pernambuco. Aos convidados será servido o famoso arrumadinho de charque, iguaria pernambucana que dá o tom de descontração do encontro.
Mercado da Madalena
Data: 09/06
Horário: 10h às 13h
Local: Mercado da Madalena, Rua Real da Torre, 270.
Mercado da Boa Vista
Data: 10/06
Horário: 10h às 13h
Local:Mercado da Boa Vista, Rua da Santa Cruz s/n.
A GENTE DA PALAVRA
O projeto da Secretaria de Cultura/Fundarpe, que já circulou por várias regiões do estado chega agora ao Recife. Trata-se do A gente da palavra, que consiste em um grupo de poetas que recitam de casa em casa, como “agentes de saúde” que levam a poesia para o cotidiano das pessoas. No I Festival Internacional de Poesia do Recife, o A gente da palavra acontece no bairro do Alto José do Pinho, e fica a cargo do grupo Poesis. Data: 08/06 Horário: 9h às 11h e 15h às 17h Local: Alto José do Pinho
Fonte: festivalinternacionaldepoesia.com
sábado, 26 de maio de 2012
MARCHA DAS VADIAS
Fonte: g1.globo.com/
Se ser vadia é ser livre, somos todas vadias
Este ano, os participantes (sobretudo, as mulheres) estão levantando a bandeira contra a “culpabilização” da mulher em casos de agressão sexual. Isso significa, em outras palavras, que a Marcha pretende contestar o mito de que as mulheres são culpadas pela agressão que sofrem.
A Conde da Boa Vista ficou repleta de faixas, cartazes, cores e mulheres que saíram com pouca roupa, para protestar pelo direito de serem livres, de utilizarem seu corpo com respeito e responsabilidade. Os passantes não entendiam bem o que se passava, perguntavam o que estava acontecendo, alguns criticavam duramente, achavam uma pouca vergonha. Ouvi um homem dizer que só tinha sapatão e lésbica. Redundante, não? Um outro homem comentou comigo em tom de provocação, que as mulheres estão muito violentas.Uma jovem disse que machismo não muda nunca. As paradas estavam lotadas, aumentando ainda mais a intolerância de algumas pessoas com a demora dos ônibus. Vejam algumas frases:
Um homem sem camisa:
( ) está com calor
( X ) Quer ser estuprado!
Sou vadia e exijo respeito!
Não é sobre sexo, é sobre liberdade
inha, inha, inha, a porra da buceta é minha!
Feminismo não tira férias!
Eu gozo com sabonete, não preciso do seu pau.
Mulher bonita, é mulher que luta.
Cantada de veado não dói.
Se o corpo, se o corpo é da mulher, ela dar pra quem quiser!
O Feminismo está passando por aqui.
Vou te dar um conselho de mulher para mulher: você não precisa ser santa, nem puta. Você pode ser LIVRE.
Vadias são polêmicas.
Mantenha o seu rosário longe do meu ovário.
Se ser vadia é ser livre, somos todas vadias.
Machismo mata e fede.
Eu não tô fazendo doce. Não é Não!
sábado, 12 de maio de 2012
Li ontem um belo artigo no JC, "O poeta (quase) póstumo", escrito por Gustavo Krause, em homenagem ao poeta Daniel Lima, a quem não o conhecia e que deixou 27 livros inéditos, nas áreas de filosofia, teologia, estética, política e poesia. O único livro publicado é este Poemas, e isso só aconteceu porque alguns cadernos com suas poesias foram "roubados" pela amiga, a escritora e professora Luzilá Gonçalves Ferreira, que reuniu os versos num único volume e submeteu-o à Companhia Editora de Pernambuco (CEPE). Finalmente publicado, o livro Poemas acabou ganhando o prêmio da Fundação Biblioteca Nacional.
“Fico arrasado pela beleza que consegui apanhar na palavra que é tão pobre. O que escrevi me comove profundamente. O que eu escrevi passou de mim, transbordou-se do meu pensamento e da minha forma de configurar os objetos. Eu mesmo adoeço quando escrevo muita poesia.”
“Depois que escrevo os poemas sinto que transcendi a mim mesmo, não fui eu, foi alguém que gostaria de ser eu. Aconteceu uma coisa esquisita. Eu sou meio besta, doido, acho que com o tempo ficarei ajuizado.”
Nada será jogado no vazio
Nem mesmo o vazio da vida,
porque é vida.
Nem mesmo o gesto inútil,
pois-que é gesto.
Nem mesmo o que não chegou a realizar-se,
pois-que é possível.
Nem mesmo ainda o que jamais se realizará,
porque é promessa.
E o próprio impossível
é vontade absurda de existir.
E nisso existe
Padre Daniel Lima (+2011)
"A vida nunca é inteira, só se dá aos pedaços;
nunca se vive tudo,
nunca se vive todo.
A vida é sempre quase"
terça-feira, 24 de abril de 2012
Decidi ficar reclusa, fugir de lugares públicos, emitir opinião sobre qualquer coisa, adotar a invisibilidade como uma rotina,ser lacônica, fechar-me cada vez em um círculo vicioso. Se somos feitos sós, que continuemos pois sem apego, sem luto, sofrimento. Por que cheguei a tão trágica conclusão? Acho que não estava me fazendo entender, não consigo dizer as palavras certas no momento certo, parece que não consigo expressar os meus pensamentos, soam bilingue. Não consigo decifrá-los ou as pessoas?
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