domingo, 26 de junho de 2011

LOPE

Pilar López de Ayala e Alberto Ammann em cena de Lope / Warner Bros/Divulgação

Pilar López de Ayala e Alberto Ammann em cena de Lope

Warner Bros/Divulgação

O cineasta carioca Andrucha Waddington, 41 anos, viveu a maior aventura da vida dele ao realizar o longa-metragem Lope, que estreia hoje no Cinema São Luiz. Lançado na Espanha em setembro do ano passado, o filme foi defenestrado pela imprensa espanhola, que não aceitou o fato de um estrangeiro ser o responsável pela cinebiografia de um herói nacional.
Na entrega do prêmio Goya 2011, o Oscar da Espanha, o filme não foi de todo esquecido: ganhou as estatuetas de melhor canção original, com o tema Que el soneto nos tome por sorpresa, do compositor uruguaio Jorge Drexler, e de melhor figurino, criado por Tatiana Hernández. O filme ainda foi indicado em mais cinco categorias, entre elas melhor atriz coadjuvante (Pilar López de Ayala) e melhor direção de arte.
Não foi por falta de empenho de Andrucha Waddington que o filme deixou angariar um sucesso maior. Afinal, esta coprodução entre o Brasil e a Espanha é de uma riqueza ímpar, tanto na reconstituição de época quanto na revelação de um personagem maravilhoso. Pense em Shakespeare apaixonado, o filme que também mostrou a juventude do dramaturgo e bardo inglês, e você terá a medida exata de Lope.
Felix Lope de Vega (1562- 1635), que escreveu mais de 400 comédias, 42 autos e centenas de poemas, é retratado por Andrucha no período inicial de sua vida literária.
(jconline.ne10.uol.com.br de 25/06/2011)

LOPE DE VEGA


LOPE DE VEGA
(1562-1635)
 
Lope Félix de Vega Carpio (1562-1635) nació en Madrid de padres humildes e hizo precoces estudios en esa ciudad y en Alcalá. En su desordenada vida particular combinaba simultánea y separadamente los papeles de amante, soldado, marido, secretario y sacerdote.

También literariamente fue un fenómeno de fertilidad productiva, escribiendo historias y novelas, poesía narrativa y dramática y lírica. Sin las innovaciones estilísticas de un Góngora, Lope cultivó variadas tradiciones populares y cultas con mucha facilidad y con intensas emociones dulces y fuertes.Su gran hazaña literaria fue, por supuesto, la creación de una comedia popular y nacional para el teatro madrileño: escribió centenares de piezas, combinando estrofas octosilábicas con las endecasilábicas, temas históricos con los literarios y amorosos. En cuanto a su poesía lírica es difícil hacer aquí más que mencionar rápidamente algunas muestras de la que él mismo publicó a lo largo de su vida.
Las canciones folklóricas aparecen principalmente en sus comedias.

Fue uno de los inventores principales del romancero nuevo (consagrado en el Romancero general de 1600); en este romancero él cuenta sus amores disfrazado de pastor o de moro; otros romances nuevos de tipo mas filosófico aparecen en la Dorotea (1632). Las Rimas bumanas (1602) contienen 200 sonetos, algunos petrarquistas y otros mitológicos o pastoriles, con muchos elementos autobiográficos. Sus 
Rimas sacras(1614) contienen 100 sonetos devocionales y hagiográficos, en los cuales la expresión sentimental del amor de Cristo se parece a la del amor humano; tambien en este tomo encontramos octavas, glosas, romances, canciones, tercetos, idilios y villainescas, todos llenos de una religiosidad muy personal.
IN: www.poesia_castellana.com

Felix Lope de Vega Carpio (1562-1635) nasceu de pais humildes em Madrid e fez pesquisas iniciais naquela cidade e em Alcalá. Em sua vida privada ao mesmo tempo confuso e, separadamente, combinando as funções de amante, soldado, marido, secretário e sacerdote.

Ele também foi um fenômeno de fertilidade produção literária, escrevendo contos e romances, poesia e narrativa dramática e lírica. Sem as inovações estilísticas de Góngora, Lope cultivou várias tradições folclóricas de forma fácil e doce e intensas emoções fortes. Sua grande conquista literária foi, naturalmente, a criação de uma comédia popular nacional para o teatro em Madrid, escreveu centenas de peças, combinado com as estrofes verso heróico octossilábico, com temas históricos, literários e amorosos. Quanto à sua poesia lírica é difícil rapidamente mencionar aqui apenas algumas amostras do que ele publicou ao longo de sua vida. As canções populares são na sua maioria em comédias.

Ele foi um dos inventores grandes baladas novo (reconhecida em Ballads geral,1600), no qual ele conta sua balada de amor disfarçado como um pastor ou como um mouro, outro novo tipo de romances são mais filosóficos em Dorotea (1632). Buman Rhymes (1602) contendo 200 sonetos, alguns Petrarca e outros mitológicos ou pastoral, com muitos elementos autobiográficos. Suas Rimas sagradas (1614), contendo 100 sonetos devocional e hagiográfico, onde a expressão sentimental do amor de Cristo assemelha-se do amor humano, neste volume também são oitavas, glosas, romances, canções, trios, e idílios villainescas, todos cheios de uma religiosidade muito pessoal.

Poema de Lope de Vega traduzido por jeronymo Rivera:

Definição do Amor
Desmaiar-se, atrever-se, estar furioso,
áspero, terno, liberal, esquivo,
alentado, mortal, defunto, vivo,
leal, traidor, covarde e valoroso;
não ver, fora do bem, centro e repouso,
mostrar-se alegre, triste, humilde, altivo,
enfadado, valente, fugitivo,
satisfeito, ofendido, receoso;
furtar o rosto ao claro desengano,
beber veneno qual licor suave,
esquecer o proveito, amar o dano;
acreditar que o céu no inferno cabe,
doar sua vida e alma a um desengano,
isto é amor; quem o provou bem sabe.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Os planos não me interessam. Odeio fazer planos. Nunca dar certo pra mim. Pensei em fazer um aniversário diferente. Iria para caruaru com Luana, morgou. Esperava um telefonema para passar esses dias em Arcoverde, morgou. Então fui ao torrons, mas não resolveu. Dessa vez fui salva pela falta de  paciência suficiente. Talvez na próxima tentativa...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Co-autoria

Há o escritor que acredita
que, bem, só ele é que leu
e repete a toda hora:
“O grifo é meu”.

Não resiste à tentação
De tornar um pouco seu
O pensamento dos outros:
Mas avisa; “O grifo é meu”.

Achando-se bem mais profundo
Do que o autor e do que eu,
Ele diz, sempre que pode:
“O grifo é meu”.

Seguro da descoberta
Qual um novo Galileu
Não contém o seu eureka:
“O grifo é meu”

MF. * “O grifo é meu.”
Millôr Fernandes































domingo, 19 de junho de 2011

Clotilde & Leandro se re-encontram no Santa Isabel

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Sábado, 18 Junho 2011
Peça inspirada em lenda recifense comemora um ano com apresentação hoje
O Teatro de Santa Isabel abriga, em seu palco, o melodrama “O Amor de Clotilde por um Certo Leandro Dantas”, um ano após a estreia do espetáculo na Cidade. Encenar nesse teatro possui um valor simbólico para a montagem: é no Santa Isabel onde a moçoila Clotilde conhece seu amor (o galante Leandro Dantas), no romance “A Emparedada da Rua Nova”, obra de Carneiro Vilela que inspira a peça. A sessão única de logo mais celebra a trajetória da montagem e coroa o projeto que, em junho passado, não tinha ideia do quanto agradaria. A história de amor já foi vista por cerca de dez mil pessoas. Seu potencial cênico recebeu, no 17º Janeiro de Grandes Espetáculos, as honras de melhor espetáculo, segundo a crítica e o público, e também de melhor maquiagem.
“Foi uma surpresa que a gente não esperava. Ela [a peça] vem tomando uma dimensão, que é a maior dos espetáculos que já fiz, tanto local quanto interestadual”, contou Tatto Medinni, um dos seis atores que integram o elenco.

A Emparedada da Rua Nova, é um romance que relata a história de Clotilde, emparedada viva pelo pai, o comerciante Jaime Favais, como castigo por engravidar do galante Leandro Dantas. A história do emparedamento da jovem é uma das lendas que fazem parte do imaginário recifense. Há quem acredite que a obra de Carneiro Vilela é inspirada em um caso nebuloso que de fato teria acontecido na época.
Em O Amor de Clotilde... somente algumas características dos personagens principais do romance original são mantidas para trabalhar o circo-teatro pernambucano e seu principal gênero dramático - o melodrama. A Trupe Ensaia Aqui e Acolá, tomou a liberdade de alterar o clássico da literatura local, inserindo reviravoltas e um novo desfecho para o casal que viveu um amor proibido no Recife do século XIX.

Com um Santa Isabel lotado, graças em parte, às redes sociais, digno de registro em todos os jornais da cidade, a peça encheu os olhos de quem foi ver e foi ovacionada no final. Não é todo dia que isso acontece! É fato que não estamos acostumados a ver um espetáculo local com ingressos disputados até por cambistas, com todos os lugares ocupados e um público ansioso e participativo.O teatro fica lotado quando vem peça do sudeste, trazendo atores globais que forçam um riso rá-rá-rá para esconder o constrangimento. Mas o espetáculo foi uma tapa com luva de pelica, uma resposta aos organizadores da festa de 160 anos do Teatro Santa Isabel que deixou de fora de pauta, trabalhos e artistas da terra .
Só não gostei de algumas músicas e das sandálias, poderiam ter sido mais originais e menos clichês.

Ah! No final foi servido um coquetel inspirado na peça, trazendo uma mistura de sabores, reunindo as emoções de um amor proibido.

O amor de Clotilde
by Fernando Bezerra (instrutor Senac-PE)

Ingredientes:
40 ml de suco de goiaba
20 ml de suco de maracujá
40 ml de suco de abacaxi
1 colher de creme de leite
1 colher de açúcar
20 ml de groselha

Preparo: bater na coqueteleira e servir no médio drinque. Decorar com abacaxi, laranja, cereja e canudo.

Beba com moderação!
Sucesso!

sábado, 18 de junho de 2011

Sarau Poético/Literário

O primeiro Sarau Poético do Programa MAIS, aconteceu no dia 16/06 no hall da portaria 4 do Hospital das Clínicas com a participação de diversos poetas recitando versos em homenagem ao poeta Manuel Bandeira, para deleite dos pacientes, acompanhantes e transeuntes do Hospital.
O  que é o MAIS - Manifestações de Ações Integradas à Saúde - Realizado no Hospital das Clinicas, unidade de assistência e ensino da Universidade Federal de Pernambuco, o projeto MAIS, iniciado em julho de 2007, desenvolve apresentações artísticas e culturais nas enfermarias, ambulatórios, halls, UTI, hemodiálise e demais espaços.
Proposta do Programa: unir medicina e arte em torno de uma causa nobre. Promover a cura, o alívio e o consolo através da arte. Minimizar a aflição, a ansiedade e a angústia de quem procura atendimento médico e de seus acompanhantes. Diminuir o estresse provocado pela responsabilidade e sobrecarga dos profissionais da área de saúde.
Quem faz o MAIS: alunos e profissionais dos departamentos de Música, Artes Cênicas e Ciência da Informação do Centro de Artes e Comunicação, e das áreas de Saúde do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Pernambuco, voluntários e artistas convidados participam desse projeto de humanização, que tem apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEXT).
Coordenação: Profª Leniée Campos Maia
Vice-Coordenadora: Dra. Maria de Fátima Pinheiro
Coordenação do Ponto de Leitura: Lourival Pereira Pinto.

Arte de Amar

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.




Marcha das Vadias em Recife

Sábado, dia 11/06 às 15h, a praça do Derby foi palco para a edição recifense da Marcha das Vadias, movimento pelo direito das mulheres viverem de acordo com suas vontades e desejos. Fizeram parte do evento organizações que lutam pelos direitos das mulheres e movimentos ligados a estudantes. A marcha nasceu em maio deste ano, no Canadá, durante uma palestra em uma universidade de Toronto. Na ocasião, um policial disse às alunas que elas não deveriam se vestir como vadias para evitar estupros. Revoltadas com essa declaração, que culpabiliza as vítimas pelo crime do agressor, as universitárias resolveram fazer uma passeata para protestar contra o machismo e afirmar o direito das mulheres de vestir como bem entenderem. No Brasil, cerca de 300 pessoas fizeram parte da Marcha que aconteceu em São Paulo no domingo passado.




http://noticias.uol.com.br/album/110611_marcha_das_vadias_recife_album.jhtm

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