domingo, 11 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Eu não sou nem um pouco santa. Já julguei sem conhecer. Já olhei para aparência. Já me importei com as roupas, já fiz comentários maldosos. E eu quero que atire a primeira pedra quem é que nunca fez isso. Porque definitivamente estou cansada dessas pessoas hipócritas que falam mal dos “padrões da sociedade” quando na real os seguem rigorosamente.
Tem dias que não há ombro de amigo que me console, não há palavras de conforto que me acalme. Tem dias que eu só quero estar sozinha, no meu canto. Refletir sobre a minha vida e me torturar com os meus pensamentos… Mesmo que eu reclame da solidão, às vezes ela é a única coisa que me mantém longe de mais problemas. (copodeleite
Tem dias que não há ombro de amigo que me console, não há palavras de conforto que me acalme. Tem dias que eu só quero estar sozinha, no meu canto. Refletir sobre a minha vida e me torturar com os meus pensamentos… Mesmo que eu reclame da solidão, às vezes ela é a única coisa que me mantém longe de mais problemas. (copodeleite
sábado, 3 de setembro de 2011
| Desordem |
por Samarone Lima Aqui, na minha desordem eu fico. Entrelaço as pernas neste rumo que as veias deram. Tracei planos demais, combati entorpecido risquei tanto os mapas que as ruas ficaram escuras as casas cegas. Já não há santidade, nem tesouro nem pedras esquecidas para colar às lembranças. Respiro em voz baixa na esteira de algo submerso que não sei o nome. Como o pó intacto sob as águas como o ruído da manhã que não sabe de si. Mas lembro meu nome plantado na boca de minha mãe naquela noite. Ali, eu haveria de ser de estender um legado, a febre do combatente novo. Aqui, na minha desordem, eu fico. Ficar, esta forma de seguir despojando os grãos. Aurora, 27/07/2011 Do livro A praça azul & Tempo de vidro, a ser publicado em breve pela Editora Paés. |
domingo, 21 de agosto de 2011
A LETRA E A VOZ
Conheci pessoalmente hoje a poética de Marco Polo, um dos homenageados no 9º Festival Recifense de Literatura - A Letra e a Voz, que teve abertura oficial hoje no Teatro Santa Isabel e se estende até o dia 28/08.
PONTO DE LUZ
teu sorriso atravessa
uma ponte de silêncio
TANGO PARA RECIFE
amar esta cidade
pescá-la
em anzol de palavras
deitá-la
na palma da mão
revolvê-la na boca
sorvê-la
detê-la na ponta da língua
bebê-la
em goles de sede
absorvê-la
depois dizê-la
que é o mesmo que sê-la
MARIA CRISTINA
teu cabelo de ouro arrancado
à mina e trazido ao sol
tem cheiro íntimo de terra
DELICADEZA
levantar com a unha, um sopro
na superfície da água
a pele da lua
SEM TÍTULO
tal como crianças
brincando de luta
brincar com palavras
a luta mais sã
SEM TÍTULO
cada vez
mais
poesia é
menos
SEM TÍTULO
o rio envolve a cidade
com seus reflexos nome cheiro
suas escamas seu aquário
seus engastes de águaroça nas casas
sua lua líquida
espaços de silêncio
seu jorro têxtil e carne
ainda intacta
a cidade brota
- caroço bruto -
do centro do fruto
PONTO DE LUZ
teu sorriso atravessa
uma ponte de silêncio
TANGO PARA RECIFE
amar esta cidade
pescá-la
em anzol de palavras
deitá-la
na palma da mão
revolvê-la na boca
sorvê-la
detê-la na ponta da língua
bebê-la
em goles de sede
absorvê-la
depois dizê-la
que é o mesmo que sê-la
MARIA CRISTINA
teu cabelo de ouro arrancado
à mina e trazido ao sol
tem cheiro íntimo de terra
DELICADEZA
levantar com a unha, um sopro
na superfície da água
a pele da lua
SEM TÍTULO
tal como crianças
brincando de luta
brincar com palavras
a luta mais sã
SEM TÍTULO
cada vez
mais
poesia é
menos
SEM TÍTULO
o rio envolve a cidade
com seus reflexos nome cheiro
suas escamas seu aquário
seus engastes de águaroça nas casas
sua lua líquida
espaços de silêncio
seu jorro têxtil e carne
ainda intacta
a cidade brota
- caroço bruto -
do centro do fruto
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Bazar de poesia
Iansã
rima
com Tupã. Deus é pan?
J. Cardias
Quarto de hotel
Na solidão dessa insônia
não conto carneirinhos:
conto estrelas
uma a uma
expostas feito um quadro
na moldura da janela.
Rogério Salgado (RJ)
CÉU DE CONFEITEIRO
uma fatia de céu
é dada
nesta noite de maio
quinhão que cabe ao homem
que da janela espera
a urbe apita
e o calor
se faz bruma e precipício
uma fatia de céu
é dada
aos amantes da varanda
quinhão que cabe ao amor
em tempos de luas magras
Cida Pedrosa (PE)
Na desordem do quarto
me largo de quatro
abro passagem para os sonhos
e os homens da minha vida
Entre as quatro paredes do quarto
passa a cor
passa a dor
passa os cheiros
passatempo.
Léa Malta
rima
com Tupã. Deus é pan?
J. Cardias
Quarto de hotel
Na solidão dessa insônia
não conto carneirinhos:
conto estrelas
uma a uma
expostas feito um quadro
na moldura da janela.
Rogério Salgado (RJ)
CÉU DE CONFEITEIRO
uma fatia de céu
é dada
nesta noite de maio
quinhão que cabe ao homem
que da janela espera
a urbe apita
e o calor
se faz bruma e precipício
uma fatia de céu
é dada
aos amantes da varanda
quinhão que cabe ao amor
em tempos de luas magras
Cida Pedrosa (PE)
Na desordem do quarto
me largo de quatro
abro passagem para os sonhos
e os homens da minha vida
Entre as quatro paredes do quarto
passa a cor
passa a dor
passa os cheiros
passatempo.
Léa Malta
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